Paraná lidera produção industrial com taxa de crescimento de 8,7%

5 de dezembro de 2009

O Paraná alcançou um resultado de destaque na produção industrial em outubro de 2009, com crescimento de 8,7% em comparação a setembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (04) pelo IBGE. O resultado foi o melhor entre os estados pesquisados: mais de seis pontos percentuais acima da média nacional (2,2%).

Os outros estados que também tiveram crescimento foram: Minas Gerais (3,0%), Espírito Santo (2,9%) e Ceará (2,3%). Um pouco abaixo da média nacional ficaram: São Paulo e Santa Catarina (ambos com 2,1%), Pará (1,2%), Rio de Janeiro (0,9%), Rio Grande do Sul e Bahia (ambos com 0,8%).

Segundo Fernando Lima, pesquisador do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), os setores voltados para o mercado interno apresentam melhores resultados, contribuindo de forma significativa para a retomada da atividade industrial no Paraná.

Ainda de acordo com Lima, os bons números em outubro refletem a normalização das operações da indústria automotiva paranaense, cujas atividades foram prejudicadas em setembro devido à greve do setor.

Em relação a outubro de 2008, o Paraná também apresentou um resultado positivo (0,6%), o que pode ser considerado relevante em razão do contexto de crise.

O secretário estadual da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho, destaca a importância das ações do Governo do Estado ao reduzir impostos promover a descentralização industrial para gerar mais empregos.

“Geração de emprego e renda promovem também o aquecimento da produção industrial e esta é nossa resposta direta aos que duvidaram da força da economia paranaense”, completou Moreira Filho.

O setor de edição e impressão foi o maior responsável pelo crescimento de outubro de 2009 em relação ao mesmo mês de 2008, com incremento de 113,7%. Em seguida, vieram os setores de bebidas (9,6%), refino de petróleo e álcool (1,3%), produtos químicos (37,7%), material elétrico (4,6%) e mobiliário (4,5%). Por outro lado, destacaram-se com os maiores impactos negativos as indústrias de veículos automotores (-21,6%) e de alimentos (-12,0%).

No acumulado de janeiro a outubro deste ano, foi registrada taxa de -5,2%, em relação a igual período do exercício passado. Apesar do resultado negativo, deve-se destacar que o desempenho foi um dos melhores do Brasil, ficando atrás apenas de Goiás (-1,7%), sendo muito superior à média do País (-10,7%).

(AEN/Paraná)

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